SALMO 135


OBSERVAÇÕES GERAIS
Este salmo não tem título. É composto principalmente de seleções de outras passagens da Escritura. Já foi chamado de mosaico, e comparado a um piso de mosaico, enxadrezado. Seus dois primeiros versículos (Sl 135.1-2) foram extraídos de Sl 134.1-3; enquanto que a parte final de Sl 135.2 e o começo de Sl 135.3 fazem-nos lembrar de Sl 116.19. E Sl 135.4 sugere Dt 7.6. Será que Sl 135.5 não faz lembrar Sl 95.3? Quanto a Sl 135.7, é quase idêntico a Jr 10.13, que pode bem ter sido extraído dele. A passagem contida em Sl 135.13 encontra-se em Êx. 3.15, e a de Sl 135.14 em Dt 32.36. Os versos finais, Sl 135.8-12, estão no Sl 136. De Sl 135.15 até o fim o tema é uma repetição de Sl 115.1-18. Esse processo de rastrear as expressões em outras fontes poderia ser levado adiante sem forçar as citações; todo o salmo é um composto de muitas fontes seletas; e contudo tem a continuidade e vitalidade de um poema original. O Espírito Santo ocasionalmente se repete; não porque sofra de falta de idéias ou de palavras, mas porque nos convém ouvirmos as mesmas coisas da mesma forma. No entanto, quando nosso grande Mestre usa a repetição, é geralmente com variações instrutivas, que merecem nossa atenção cuidadosa.


DIVISÃO
Os primeiros quatorze versículos fazem uma exortação pelo louvor de Jeová por sua bondade (Sl 135.3), pelo amor com que nos elegeu (Sl 135.4), sua grandeza (Sl 135.5-7), seus juízos (Sl 135.8-12), seu caráter imutável (Sl 135.13), e seu amor pelo seu povo. Segue-se a isso uma denúncia de ídolos (Sl 135.15-18), e mais uma exortação para que se bendiga o nome do Senhor. É um canto cheio de vida, vigor, variedade e devoção.


DICAS PARA O PREGADOR
VERS. 1-4.
1. A aplicação. LOUVOR é recomendado três vezes e em três assuntos.
(a) Em relação a Deus: não apenas suas obras, mas a ele mesmo.
(b) Em relação a nós mesmos: é prazeroso e proveitoso.
(c) Em relação aos outros: é o melhor para recomendar nossa religião a todos que a ouvem. Todas as outras são religiões de temor, a nossa é de alegria e louvor.
2. As pessoas: servos em atendimento na casa dele, que estão lá por designação, prontos para ouvir, prontos para obedecer.
3. A motivação.
(a) Em geral. O louvor é devido a Deus, porque ele é bom; e é agradável para nós: Sl 135.3.
(b) Em particular. Aqueles que são especialmente privilegiados por Deus devem especialmente louvá-lo, Sl 135.3-4. "Cantem louvores ao seu nome... Porque o Senhor escolheu a Jacó, a Israel como seu tesouro escolhido" (G. R.).


VERS. 1. Louvem o nome do Senhor.
1. O Senhor deve ser louvado.
2. Ele deve ser louvado por você.
3. Ele deve ser louvado agora: lembremo-nos dos favores no presente.
4. Ele deve ser louvado em tudo para sempre.
VERS. 1. Louvem-no, servos do Senhor.
1. Louvem-no pelo privilégio de servi-lo.
2. Louvem-no por poder para servi-lo.
3. Louvem-no por ele aceitar seu serviço.
4. Louvem-no como parte principal de seu serviço.
5. Louvem-no para que outros possam ser convencidos para se engajarem em seu serviço (W. H. J. P.).


VERS. 2. O que é no dia de hoje "a casa do Senhor"? Quem está nela? Que motivos especiais eles têm para louvar?
VERS. 2. Quanto mais perto de Deus, mais queridos de Deus, e quanto melhor o nosso lugar, tanto mais doce o nosso louvor.


VERS. 2-5. Nosso Deus, Nosso Senhor. Doce assunto.


VERS. 3. Louve ao Senhor:
1. Pela excelência de sua natureza.
2. Pela revelação de seu nome.
3. Pelo deleite de seu culto.


VERS. 4. É um cântico de louvor, portanto a eleição é mencionada porque é um motivo para um canto.
1. A escolha - "O Senhor escolheu". É divino. Soberano. Gracioso. Imutável.
2. A consagração - "Escolheu a Jacó (para si)". Para que o conhecesse. Para que preservasse a verdade dele. Para manter seu culto. Para manifestar sua graça. Para conservar viva a esperança daquele que viria.
3. A separação - está implícita na escolha especial. Porque teve admissão pela aliança: Abraão e sua semente. Recebendo a herança do pacto: Canaã. Por redenção. Por poder e por sangue para sair do Egito. Separação no deserto. Estabelecido em sua própria terra.
4. A elevação. No nome - de Jacó a Israel. No valor - de sem valor a preciosa. No propósito e no uso - jóias da coroa. Na preservação conservada como tesouros. No deleite - Deus se regozija em seu povo como sua herança.


VERS. 5. Na verdade, sei que o Senhor é grande.
1. Por observação da natureza e providência.
2. Por leitura da sua palavra.
3. Por minha própria conversão, consolo e regeneração.
4. Por minha experiência depois.
5. Por minha comunhão irresistível com ele.
VERS. 5. Dogmatismo delicioso. "Eu sei".
1. O que conheço.
(a) O Senhor.
(b) Que ele é grande.
(c) Que ele é superior a tudo.
2. Por que eu o sei.
(a) Porque ele é "o nosso Senhor".
(b) Por suas operações na natureza, providência e graça (Sl 135.6-13).
3. Minha teima incorrigível quanto a esse ponto é prova contra os adoradores de todos os outros deuses: deuses que são efeminados; sem soberania; deus nenhum ou um deus qualquer (W. B. H.).


VERS. 6. Deus fez tudo o que lhe agrada. O prazer de Deus na obra da graça. Visto, não na morte dos maus, Ez 33.11; mas na eleição de seu povo, 1Sm 12.22; no infligir de sofrimento sobre o substituto, Is 53.10; na provisão de toda a plenitude para seu povo em Cristo, Cl 1.19; no providenciar da salvação pela fé em Cristo, Jo 6.39; em instituir a pregação como o meio da salvação, 1Co 1.21; na adoção de crentes como filhos seus, Ef 1.5; em sua santificação, 1Ts 4.3; em seu triunfo final e reinado, Lc 12.32 (C. A. D.).
VERS. 6. (últimas palavras). O poder de Deus em lugares de dificuldade, mudança e perigo - mares; e em condições de pecado, fraqueza, desespero, perplexidade - em todos os lugares profundos.


VERS. 6-12. O prazer irresistível de Jeová.
1. Contemple-o como aqui está exemplificado:
(a) Governando toda a natureza.
(b) Transtornando uma nação rebelde.
(c) Zombando de reis e coroas.
(d) Colocando uma terra fértil aos pés dos escolhidos.
2. Tenha sabedoria diante disso.
(a) Submeta-se: o prazer de Jeová varre os mares e põe as mãos sobre terra e céu.
(b) Não pense em esconder-se: os "confins da terra" e "todas as profundezas" estão abertos ao seu agir; é mais veloz que seus próprios relâmpagos.
(c) Fique maravilhado por sua majestade: por onde Deus passa estão espalhados coroas e ossos de reis.
(d) Procure sua proteção: os maiores esforços dele são em defesa dos favorecidos.
(e) Que o povo do Senhor não tema, com um Deus tão grande e um arsenal de armas tão inesgotável (W. B. H.).


VERS. 13. O teu nome, Senhor, permanece para sempre.
1. Como a encarnação da perfeição: os atributos e a glória de Deus.
2. Como o objeto de veneração: "Santo e reverente é o seu nome".
3. Como a causa de salvação: "Por amor do meu nome".
4. Como centro de atração: "Em seu nome os gentios confiarão". "Nosso desejo é a lembrança de teu nome". "Onde dois ou três estão reunidos em meu nome".
5. Como petição em súplica: "Em teu nome, perdoa". "Até agora vocês não pediram nada em meu nome" (Jo 16.24).
6. Como garantia para a ação: "Tudo que fizerdes, fazei-o no nome".
7. Como refúgio na tribulação: "O nome do Senhor é uma torre forte; os justos correm para ela e estão seguros" (Pv 18.10). "Eu os protegi e os guardei no nome que me deste".
8. Como marca de glorificação: "Eu escreverei sobre ele o nome de meu Deus".
9. Como terror para transgressores: "O meu nome é temível entre as nações [pagãs]" (Ml 1.14) (W. J.).


VERS. 14. O Senhor defenderá (julga, ARA) o seu povo. Outros gostariam de fazê-lo, mas não podem. O mundo tem sete dias de julgamento em cada semana, mas não será capaz de condenar os santos. Ele próprio julgará. Como os julgará?
1. Os indivíduos, se estão ou não em Cristo ou fora dele.
2. Seus princípios, se são genuínos ou falsos.
3. Suas orações, se são eficazes ou não.
4. Sua profissão de fé, se é verdadeira ou falsa.
5. Seu procedimento, se é bom ou mau (W. J.).
VERS. 14.
1. A posição de crentes, seu povo.
2. A disciplina da família de Deus.
3. A ternura do Senhor para com eles.
4. A segurança de crentes: eles ainda são do Senhor.


VERS. 15. Prata e ouro. Esses são ídolos em nossa própria terra, entre pessoas do mundo e com alguns mestres. Mostre a tolice e a maldade de amar as riquezas, bem como os males que vem disso.


VERS. 16-17. O retrato de muitos.
1. "Bocas, mas não falam". Nenhuma oração, louvor, confissão.
2. "Olhos, mas não vêem". Não discernem, não entendem, não aceitam nenhum aviso; não olham para Cristo.
3. "Ouvidos, mas não escutam". Não dão atenção a nenhum ministério, ou estão presentes mas não afetados; não escutam Deus.
4. "Nem há respiração em sua boca". Nenhuma vida, nada de sinais de vida, nenhuma oração e louvor que são o fôlego da vida espiritual.


VERS. 18.
1. Homens fazem ídolos iguais a eles próprios.
2. Os ídolos fazem seus criadores iguais a eles mesmos. Descreva os processos.


VERS. 19. Casa de Israel. A grande bondade do Senhor para com todo seu povo, percebido e proclamado, e o Senhor louvado por isso.
VERS. 19. Casa de Aarão. A bênção de Deus sobre a casa de Aarão é típica de sua graça dada àqueles que são sacerdotes servindo a Deus.


VERS. 19-21.
1. A exortação.
(a) Para bendizer o Senhor.
(b) Para bendizê-lo em sua própria casa.
2. A quem é dirigida.
(a) À casa de Israel, ou a toda a igreja.
(b) À casa de Aarão, ou aos ministros do santuário.
(c) À casa de Levi, ou aos que atendem os ministros, e aos que assistem nos cultos.
(d) A todos os que temem a Deus, onde quer que possam estar. Mesmo aqueles que temem a Deus são convidados a louvá-lo, sinal seguro de que ele se deleita em misericórdia (G. R.).


VERS. 20. Os levitas, sua história, deveres, recompensas e obrigações de bendizer a Deus.
VERS. 20 (segunda cláusula).
1. O temor do Senhor inclui toda a religião.
2. O temor do Senhor sugere louvor.
3. O temor do Senhor torna aceitável o louvor.


VERS. 21.
1. O fato duplo.
(a) Bênção ascendendo perpetuamente de Sião para Deus.
(b) Deus abençoando seu povo perpetuamente ao habitar com eles em Sião.
2. O duplo motivo de louvor, encontrado neste fato duplo, e que interessa a cada membro da igreja.