38. O AMARGOR DA CRUZ

"Chorarão amargamente por ele" (Zacarias 12.10).

 

Quando os judeus receberem Jesus como Messias, eles o contemplarão como perfurado e morto: e o primeiro resultado será arrependimento amargo. E a mesma coisa se dá conosco. De todos os quadros, uma vista de Jesus crucificado é o mais doce, mas ao mesmo tempo causa amargura.

 

I. NOSSA PRIMEIRA VISTA DE CRISTO TRAZ AMARGURA.

1. Por não termos conhecido antes o quanto ele é precioso. Que grande perda!

2. Por não termos dado importância a tal amor por tanto tempo. Crime!

3. Do temor de que ele não seja nosso, afinal. Isso causa uma pontada amarga, uma tristeza na alma.

4. O pecado, sua grandeza e seus efeitos são vistos na morte cruel dele, e isso nos faz lastimar a nossa culpa, e as aflições dele.

5. A ira de Deus, sua justiça e terribilidade são também vistas na cruz, e nós trememos.

6. O receio de nunca sermos perdoados, e de que nós não podemos nunca nos perdoar, estão misturados em um só gole amargo.

 

II. NOSSA VISÃO CONTINUADA DE CRISTO OPERA EM NÓS DURANTE A VIDA TODA UMA MEDIDA DA MESMA AMARGURA.

1. Seu grande amor, quanto mais conhecido, mais profunda tristeza traz pelo pecado.

2. Isso inspira o mais profundo medo de entristecê-lo.

3. Cria um entristecimento mais profundo por nosso atual desmerecimento.

4.Tira a amargura de aflição, dor e morte.

5. Evita a amargura pecaminosa de ira contra perseguição.

6.Tem uma indizível doçura nela. Chegamos a ter prazer em arrependimento, e apreciar um humilde pesar por Jesus.

 

PREGOS

Nós precisamos pregar nossos pecados à cruz de Cristo, fixá-los naquele madeiro no qual ele sofreu. O pecado começará a morrer dentro de um homem ao ver Cristo na cruz, pois a cruz de Cristo acusa pecado, envergonha pecado, e por uma virtude secreta destrói o coração do pecado. Precisamos usar o pecado como Cristo foi usado quando se fez pecado por nós; precisamos erguê-lo e desnudá-lo confessando-o a Deus; precisamos amarrar as mãos e os pés do pecado por arrependimento e furar o coração dele por meio de tristeza divina (Byfield).

Ora, para fazer e conservar o coração mole e terno, a consideração da paixão dolorosa de Cristo precisa ser de uso e eficácia singular; como ver as vestes sujas de sangue de César afetaram as pessoas de Roma, "e impulsionaramnos a vingar sua morte" (Trapp).

O hino de Newton, "No mal por longo tempo eu me deliciei", descreve a experiência de uma pessoa que foi levada ao arrependimento e salvação por ver Cristo crucificado.

É um ditado antigo: "Que um homem chore por seu pecado e depois se alegre pelo seu choro" (Thomas Brooks).